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15 Dezembro 2017

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Ensino da Agroecologia é tema de encontro na UNIVASF, em Juazeiro-BA

Pesquisadores (as), professores (as), estudantes, representantes de organizações da sociedade civil e de instituições de educação que trabalham com a Agroecologia no Nordeste estiveram reunidos do dia último dia 15 até ontem (18),  em Juazeiro (BA), para aprofundar o debate sobre os desafios e perspectivas do ensino da Agroecologia nos níveis médio, técnico e na pós-graduação. 

O “I Encontro dos cursos e iniciativas de ensino em agroecologia do Nordeste”, aconteceu na Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e reuniu experiências e estratégias de fortalecimento destas. Na Bahia existem hoje mais de 68 cursos de Agroecologia, distribuídos em Institutos Federais, Centros Territoriais ou Universidades. 

Por que a agroecologia emerge?

Um dos participantes do encontro que trouxe grandes contribuições foi o pesquisador da Embrapa, José de Souza Silva. Ele lembra que o desenvolvimento chegou como uma promessa do capitalismo, consolidando a sociedade industrial, mas que hoje há uma crise civilizatória e, consequentemente, uma crise do desenvolvimento.

A agroecologia, como um modo de vida que convive e respeita a natureza, é uma emergência dentro desse paradigma de uma sociedade capitalista sustentada nas promessas de progresso e desenvolvimento. Na opinião do pesquisador, é preciso deixar de lado a lógica do desenvolvimento e repensar os modos de vida, começando pela mudança dos indivíduos para assim expandir para o coletivo. Nesse sentido, Souza defende que não há eficácia em apostar no “desenvolvimento sustentável”, “desenvolvimento rural”, “desenvolvimento territorial”, uma vez que não se rompe com essa lógica. “Nesse momento a humanidade precisa de alternativas ao desenvolvimento e não alternativas de desenvolvimento”, resume.

Durante o evento, ele pontuou que é preciso refletir sobre os conceitos, a exemplo da diferença entre informação, conhecimento e sabedoria. Outro elemento que para ele precisa ser observado é a crise do paradigma, entender que as pessoas estão dentro de um paradigma – o do capitalismo com suas promessas de progresso – porém construindo um novo paradigma, do qual a agroecologia faz parte. “Existe uma crise de sentido no mundo, é uma mudança de época histórica, portanto existe rupturas e emergências. A agroecologia é uma emergência, o Irpaa é parte dessa emergência”, acredita José de Souza.

“A agroecologia jamais poderá ser integralmente bem sucedida dentro do capitalismo, porque o capitalismo viola o humano, o social, o cultural, o ecológico, o espiritual, o ético”, diz Souza, apontando como referência o “bem viver”, uma paradigma em construção no mundo, porém com forte experiência na região andina e na Bolívia. Para tanto, ele cita a urgência em aproximar os discursos da prática, chamando atenção para a educação como uma arte de mudar pessoas para que estas mudem as coisas a partir da sua ação cotidiana.

Fonte: Irpaa

 

 

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