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18 Novembro 2018

Actionaid, União Europeia, Pão para o Mundo, Terre Des Hommens Suisse e Órgãos do Governo Federal e do Governo da Bahia.

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ELEIÇÕES I Convivência com o Semiárido: Lideranças comunitárias demarcam posicionamentos eleitorais para este pleito

 

Os dias 28 e 29 de agosto foram reservados para um Seminário de Formação Política, cujo público alvo foi lideranças comunitárias que atuam em defesa da Convivência com o Semiárido no Território Sertão do São Francisco e Piemonte Norte de Itapicuru, na Bahia. O evento, que aconteceu no Centro de Treinamento da Diocese de Juazeiro, em Carnaíba do Sertão, foi um dos encaminhamentos da Caravana Semiárido Contra a Fome, realizada no período de 27 de julho a 07 de agosto deste ano.

Esses diálogos estão sendo propostos pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Fórum Baiano da Agricultura Familiar e pela Articulação de Agroecologia na Bahia (AABA). A ideia é também apresentar ao público candidaturas de deputados/as, tanto para a Assembleia Legislativa da Bahia quanto para a Câmara Federal, as quais dialogam com a pauta destas organizações.

O evento, de acordo com Cícero Felix, integrante da coordenação da ASA Bahia, surge da necessidade de “ampliar o processo de politização dos diversos segmentos que compõem essas Redes” para que possam se posicionar, assumindo um projeto de sociedade que está em disputa, o que aparece de forma mais clara nesse período eleitoral. “Essa é uma luta constante, que nós vamos fazer independente do momento eleitoral, mas esse momento é importante também como algo que possa fortalecer as lutas do povo”, reforça Cícero.

Diante da conjuntura política do Brasil, com a perda de direitos intensificadas a partir do Golpe de 2016 – que culminou com o impeachment da presidenta Dilma Roussef – as comunidades hoje mostram-se apreensivas quanto aos rumos do país. A preocupação com os resultados das eleições deste ano é um sentimento expressado por agricultores e agricultoras presentes no evento, a exemplo de Socorro Santos, da Rede Mulher de Remanso. Ela aponta a sequência de perda de direitos como um aspecto que deve estimular a população na escolha de seus/suas candidatos/as e acredita que as organizações devem contribuir nesse processo de mobilização. “As entidades nunca se importaram em pedir voto”, diz Socorro, acreditando que é preciso apontar nomes “porque os golpistas não nos representa (…) e se a mudança vem através do voto, temos que votar em pessoas que tenham compromisso com a nossa causa, por exemplo, com as mulheres, com as trabalhadoras rurais, com a agricultura familiar”, pontua.

Debate


No primeiro dia do evento, o público discutiu o documento “Posicionamentos políticos na sociedade brasileira”, um texto publicado pela ASA, Fórum Baiano de Agricultura Familiar e AABA. Na plenária, um dos pontos destacados foi a necessidade de fortalecer o movimento de base, sobretudo alertando sobre a urgência em atentar para a eleição de nomes que defendam projetos populares nos poderes legislativos dos municípios, estado e do país. Outro apontamento foi a eleição de mulheres como algo que precisa ser assumido pelas organizações e movimentos sociais, uma vez que ainda não há equidade de gênero na ocupação de cargos políticos no Brasil.

Os agricultores e agricultoras destacaram ainda a Reforma da Mídia como um salto que o Brasil precisa dar, reconhecendo que a manipulação feita pelos maiores veículos de comunicação atende apenas aos interesses dos seus donos, isto é, grandes empresários que ao buscar benefícios políticos e econômicos atropelam os interesses da maioria da população, especialmente trabalhadores/as, pobres, negros/as, mulheres, nordestinos/as. “Hoje o que a gente mais ver é a manipulação dos votos, principalmente. A gente sabe de um certo canal, Rede Globo, a força que ela tem sobre a população, com todo poder que ela tem, ela manipula”, opina Edilson Nepomuceno, da comunidade de Serrinha das Imagens, município de Casa Nova. Para ele isso acontece “para beneficiar eles [donos da mídia], os grandes, porque pra eles os pobres não interessa, só interessa a audiência”.

As entidades que organizaram o Seminário convidaram candidatas e candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) que já possuem mandato ou que estão pleiteando e que defendem Agricultura Familiar, Agroecologia, protagonismo das mulheres e jovens, entre outras pautas relacionadas à Convivência com o Semiárido. Para apresentar as propostas ao público, compareceram Neusa Cadore, Marcelino Galo, Rosival Leite, Paulo Rangel e um representante da deputada Fátima Nunes, todos/as concorrentes a deputados/as estadual. Candidatos/as a deputados/as compareceram Elisângela Araújo e Afonso Florence.

Um dos encaminhamentos do Seminário foi o posicionamento do público acerca do voto para senadores da Bahia, deixando claro para o Partido dos Trabalhadores que as organizações sociais ali presentes não comungam com a opção do partido em apoiar a candidatura de Ângelo Coronel. Ao mesmo tempo, o grupo sinalizou que neste caso uma das opções para o senado será o candidato do PSoL, Fábio Nogueira.

Texto e fotos: Rede de Comunicação ASA Bahia

 

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