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18 Outubro 2018

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ÁGUA | Famílias aumentam sua capacidade produtiva nos quintais com a chegada das cisternas de produção

O direito ao acesso à água potável, seja para o consumo humano ou para produção de alimentos, é de fundamental importância para o desenvolvimento social e econômico de todas regiões do País. No Semiárido Brasileiro é uma necessidade constante, principalmente nos períodos de estiagem, e a negação desse direito têm sido a raiz de muitos problemas de saúde, insegurança alimentar e migrações para os grandes centros urbanos.

Na comunidade rural da Estacada, loalizada a 38 km da sede de Remanso, vivem mais de 100 famílias. As únicas fontes de abastecimento de água são as da chuva e dos carros-pipa. Lá possui uma barragem que é abastecida todo ano por riachos temporários e possui boa capacidade, mas faltam estruturas de captação, armazenamento e distribuição.

A chegada do Programa P1+2 (Uma Terra Duas Águas), executado pelo SASOP, beneficiou 20 famílias dessa comunidade com a construção de cisternas de calçadão para armazenar até 52 mil litros de água de Chuva. A estrutura de captação feita de cimento também serve para secar ração para os animais, estocando alimentos para os períodos mais secos.

Aproveitando as infraestruturas adquiridas pelas famílias, o SASOP realizou uma oficina na comunidade, no dia 13 de setembro, sobre produção de alimentos agroecológicos. O objetivo foi fortalecer a troca de experiências e a construção do conhecimento agroecológico entre as famílias. A atividade aconteceu no quintal da agricultora Andreia, que foi contemplada com a tecnologia. Também participaram do momento 10 mulheres da comunidade tradicional de Negros, assessoradas pelo SASOP.  

Durante a atividade, foram realizadas práticas de fabricação de inseticida natural com alho, babosa, folhas de neem e pimenta, biofertilizante caseiro e compostagem. As práticas de manejo agroecológico do solo foram apresentadas devido a própria demanda das famílias que comentaram sobre problemas com doenças de plantas e ataque de insetos, principalmente lagartas, pulgões e colchonilha. Na ocasião foi explicado sobre o uso da manipuera ou água da mandioca, material que é encontrado com facilidade nas casas de farinha e bastante eficiente como adubo e inseticida natural.

"Foi um momento importante, onde podemos aprender sobre os solos e a saúde das plantas. O que mais me interessei foi que as práticas podem ser feitas em casa com material disponível e de baixo custo. Eu mesma vou fazer meu biofertilizante amanhã”, afirmou  Maria de Fátima, da comunidade Negros, que possui sua cisterna de produção desde 2010. Dona Antônia comentou sobre a troca de experiências e a importância de conhecer pessoas novas que estão conseguindo cisternas. “Gostei demais e isto me motivou e me traz a esperança de um dia conseguir a minha (cisterna) também, para produzir meus canteiros, meus maracujás e molhas as plantas no meu quintal e matar as sedes das galinhas, esse Projetos devem ser fortalecidos pelos nossos governantes”, disse. 

A oficina foi facilitada por Joelson Lopes, membro da Associação de Técnicos em Agropecuária e Apoiadores da Agricultura Familiar (ATAF) e Diego Souza, da equipe técnica do SASOP.

Texto e Fotos: Diego Souza

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