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27 Junho 2019

O fortalecimento de articulações entre diferentes setores que atuam na promoção da agroecologia e no fortalecimento de agricultura familiar é uma dos principais vertentes das estratégias de ação.

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“Agora só quero que Deus mande chuva para encher a cisterna e eu continuar a plantar”

Nascida no Piauí, Dona Maria Helena Rodrigues da Silva, 67 anos, veio ainda bebê para a Bahia. Foi criada pelos pais adotivos na comunidade de Caldeirão do Morro, em Remanso, onde ficou até os 13 anos de idade, quando se mudou com a família para a comunidade Ventura, numa área de 25 hectares, onde mora até hoje.

A propriedade fica a 50 quilômetros da sede de Remanso. Era parte de uma fazenda onde seu pai trabalhava. O antigo proprietário dividiu alguns lotes para os antigos trabalhadores.

Seu esposo, Alessandro Pereira da Silva, trabalhava com seu pai desde essa época. Foi aí que se conheceram e casaram ainda jovens. Tiveram 14 filhos. Oito homens e seis mulheres. A quantidade de netos, ela já perdeu a conta. A maioria dos filhos foi embora para São Paulo. Apenas três, duas mulheres e um homem, continuam morando na Bahia, pertinho de Dona Maria. Roseli é uma delas e mora numa casa em frente aos pais, no mesmo lote de terra. Maria conta que desde sempre plantou alimentos na roça e algumas hortaliças para usar como tempero, mas com água pouca não era tudo que podia plan- tar. A água que utilizava para plantação era apenas a de uma lagoa que tem na propriedade e que seca em períodos de estiagem longa. A comunidade também possui um barreiro, mas fica distante da casa e, por isso, ela precisa de ajuda da família para buscar a água. 

Para consumo humano, a agricultora tem uma cisterna de 16 mil litros. Já a cisterna de pro- dução ficou pronta em meados desse ano e, antes mesmo das chuvas chegarem, Dona Maria tomou a iniciativa de enchê-la. Aproveitou e construiu seus canteiros mais pertinho da casa com recursos próprios de sua aposentadoria.

Sua plantação está bem mais diversificada. Antes, nem sempre dava para o consumo da família. Agora, tem para a família e ainda para vender o excedente das hortaliças. Na roça, já plantou manga, melancia, abóbora, gergelim, milho, mandioca e até capim para alimentar os animais. No quintal, além das hortaliças, Dona Maria comemora a colheita da beterraba e da cenoura. Até algodão ela diz que já está brotando.

Entre os animais, Dona Maria cria cavalo, porco, galinha e ovelhas. As cabras foram vendidas há pouco tempo. A criação fica pela roça e só voltam para beber água e se abrigarem à noite. Dona Maria revela, com simplicidade e ternura, que o seu sonho é que Deus mande chuva para encher sua cister- na e poder continuar plantando.

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