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04 Junho 2020

O fortalecimento de articulações entre diferentes setores que atuam na promoção da agroecologia e no fortalecimento de agricultura familiar é uma dos principais vertentes das estratégias de ação.

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ECOFORTE REDES | Organizações da agricultura familiar marcam presença no lançamento do Projeto Rede de Agroecologia do Baixo Sul

 

O projeto é resultado do Edital Ecoforte Redes, da Fundação Banco do Brasil/BNDES, Convênio 17.243/2019, que será executado pelo SASOP, em parceria com a FASE Bahia, UNISOL e ADSCAF

Mais de 50 pessoas estiveram reunidas entre os dias 20 e 21 de agosto, durante o Seminário de lançamento do Projeto Rede de Agroecologia do Baixo Sul, que aconteceu no Campus de Valença da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com o objetivo de fortalecer a Rede de Agroecologia do Baixo Sul, o projeto envolve organizações de assessoria (SASOP, FASE Bahia, UNISOL Bahia e ADSCAF); associações comunitárias; grupos informais de produção e comercialização; cooperativa da agricultura familiar (Coopeipe), cooperativa de mulheres (Coomafes), central de associações (CAAF), sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios de Camamu, Presidente Tancredo Neves e Valença, além de entidades educacionais (EACMA, IfBaiano, UFRB e Uneb).

A proposta é ampliar a diversidade e a qualidade dos produtos das organizações para o acesso a mercado, além de fortalecer a capacidade organizativa, econômica e de gestão, através da estruturação de 16 unidades da agricultura familiar agroecológica, nos municípios de Camamu, Ituberá, Valença, Jaguaripe, Presidente Tancredo Neves e Teolândia, na Bahia.

Durante a mesa de abertura, Rosélia Melo, coordenadora da Fase Bahia considerou a importância de fortalecer redes em todo o território nacional. “Diante da conjuntura nacional num governo que não apoia à agricultura familiar, nem as mulheres, precisamos atuar cada vez mais em redes”, afirma. Manoel Sales, representante da ADSCAF, afirma que o território do Baixo Sul já realiza um trabalho em rede, com parcerias entre as organizações. “Para nós, a rede já está consolidada. O projeto vem nos aproximar e nos fortalecer ainda mais. Precisamos criar uma identidade de rede de agroecologia, mas a dinâmica de rede no dia a dia já acontece. Somos parceiros no campo da assessoria e da comercialização. Isso nos desperta para ter ainda mais responsabilidade para construção da agroecologia e de dias melhores em nosso território”, reforça.

 

Maria Andrelice dos Santos, agricultora e representante da Associação do Projeto de Assentamento Dandara dos Palmares, lembrou que “a agroecologia já era feita por nossos antepassados. Temos que buscar nesses saberes e entender como aproveitar os recursos que a natureza nos oferece de forma sustentável. Quando cheguei no assentamento só tinha cacau e jaca e mais nada para comer. Hoje temos uma grande diversidade e estamos no processo de certificação, participando da Rede de Agroecologia Povos da Mata”, comemora, Del, como é conhecida. 

Para Izabel da Cruz Santos, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Presidente Tancredo Neves (SINTRAF), o projeto é muito importante para a agricultura familiar do Território e para a sustentabilidade das famílias e, principalmente, das mulheres. “A Rede vem fortalecer nossa economia, as nossas associações, nossos sindicatos. Precisamos produzir com sustentabilidade e esse projeto vem para fortalecer um trabalho que a gente já vem fazendo e é de enfrentamento dessa produção à base de agrotóxicos”, ressalta. O jovem Marcos Pereira, presidente da Associação da Comunidade da Capoeira, município Ituberá, reforça essa afirmação e aposta na agroecologia como possibilidade de manter os jovens no campo. “Mobilizar os jovens na agroecologia diminuiu o êxodo rural na minha comunidade, aumentando a geração de renda e a produção de alimentos para o nosso consumo”, diz Marcos.

Carlos Eduardo Leite, coordenador do SASOP, aponta que a agroecologia traz a perspectiva de mudança e de melhoria da qualidade de vida das pessoas. “A agroecologia muda as relações socioeconômicas, as relações com o meio ambiente e com a cultura local. Esse projeto vem como possibilidade de dinamizarmos essa  Rede de Agroecologia, de disputar com o agronegócio no território, de fortalecer a agricultura familiar, de estimular a produção e o consumo da comida de verdade”, conclui.

O projeto é resultado do Edital Ecoforte Redes da Fundação Banco do Brasil/BNDES, Convênio 17.243/2019, executado pelo Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), em parceria com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE Bahia), Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (UNISOL Bahia) e Agência de Desenvolvimento Sustentável e Comercialização da Agricultura Familiar (ADSCAF).

Texto e Foto: Comunicação SASOP

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