CORDEL I Comunidade de Fundo de Pasto

CORDEL I Comunidade de Fundo de Pasto

Por Anselmo Ferreira – 05 0318
Baixão dos Bois, Campo Alegre de Lourdes, Bahia

Assista aqui!

Sou de um povo nordestino
Que digo logo o que acho
Que mora na serra, na roça
Onde é feito tudo o que faço
Sou da terra de caatinga
Onde a cabaça é a muringa
Eu sou de fundo de pasto

É lá que tenho um jeito próprio
De viver no território
Onde a terra é garantia de vida
E as plantas meu consultório
É onde colho oque planto
E a comida que eu janto
Veio da roça e meu criatório

Fundo e fecho de pasto
É nossas terras de criação
Onde nasceu meus avós
Os meus pais, vem de geração
É uma inteira comunidade
Que vive na simplicidade
Que preserva a união

As comunidades de fundo de pasto
Tem um jeito próprio de viver
É só uma terra a de todos
Pra todos se estabelecer
Onde nela o povo cria
Em coletivo e na alegria
De produzir o que comer

Nessas comunidade históricas
De um tudo a gente cria
Cria muito bode e cabra
Umas ovelhas e umas galinhas
Cria também uns porco
Cria muita abelha no ôco
E quando pode, uma vaquinha

E ainda tem a caatinga
Onde se extrativisa algumas plantas
O umbu do umbuzeiro
Croatá, marmela e outras tanta
A gente preserva essas terras
Pra que nelas não encerra
A beleza que encanta

E comunidade de fundo de pasto
Também é organização
Onde o povo forma grupos
E cria também associação
Pra discutir seus problemas
E de acordo a cada dilema
Resolver a situação

Representa a própria cultura
Festeja suas tradição
Respeita a vida e a morte
Reza, canta, faz celebração
A comunidade é o coração central
Desse modo de vida natural
De uma grande geração

Mas hoje temos ameaças
Causadas por fazendeiros
Que querem roubar as terras
Também as querem os grileiros
Pro agronegócio e mineração
Pra eólica a politição
Pra nelas plantar dinheiro

Só visam o lucro dos ricos
Só querem fazer capital
Não se importa com quem tá na terra
Nem a causa ambiental
Querem mesmo é explorar
E tudo monocultularizar
E acabar com o natural

A classe do agronegócio
De empresas multinacional
Que junta terra e dinheiro
E diz que o veneno é o ideal
Pra vir botar em nossa mesa
E transformar com certeza
A vida em artificial

Mas saiba gente brasil
Que fundo de pasto é resistente
Porque é de um povo que luta
Com a gente e por a gente
Pois nossas terras não é moeda
E dela nois num arreda
Enquanto nois for valente

É porque por aqui
O que não tenho eu num gasto
E o respeito entre as pessoas
É dado encima do rasto
Pra viver bem natural
Nas comunidade tradicional
De fundo e fecho de pasto

 

 

 

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