Mobilização Contra os Agrotóxicos e Pela Vida promove série de debates até 6 de julho

Série de debates acontece entre 15 de junho e 6 de julho, com o objetivo de dialogar com a sociedade sobre saúde, meio ambiente e alimentação saudável no Brasil

Com informações da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Buscando dialogar amplamente com a população brasileira sobre os impactos dos agrotóxicos para a saúde humana e do ambiente, frentes parlamentares e movimentos sociais promovem entre 15 de junho e 6 de julho, a “Mobilização Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida”. A série de encontros acontecerá de forma virtual às terças-feiras, das 10h às 12h, com contribuições científicas e das famílias agricultoras e organizações sociais que constroem a agroecologia nos territórios.

Juliana Acosta, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela vida destaca a importância de reduzir agrotóxicos e garantir políticas de proteção à saúde ao meio ambiente, sobretudo no atual contexto.

“É fundamental o espaço de debate entre o legislativo e a sociedade e, quando o assunto é agrotóxico, não é diferente. Essa é uma preocupação crescente na população que acompanha o aumento de produtos registrados, com consequente contaminação dos alimentos e da água, o que resulta em doenças e morte. Precisamos de medidas que ampliem a proteção à saúde e ao ambiente e não faz sentido, nesse momento em que estamos, o Congresso colocar em pauta projetos de lei que permitam ainda mais o uso de agrotóxicos no Brasil”, afirma.

O encontro inaugural traz como tema “A realidade dos Agrotóxicos e Transgênicos no Brasil” e abordará o uso de agrotóxicos no cenário nacional e internacional, a partir dos estudos da Professora Dra. Larissa Bombardi. Na ocasião, também será apresentado o contexto da comunidade de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, que vem sofrendo violações de direitos com a pulverização aérea.

Os seminários subsequentes trazem para o centro do debates os “Impactos dos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente”; a luta contra o PL 6299/02, que flexibiliza ainda mais o uso de agrotóxicos no país, e o “Lançamento do Dossiê Contra o Pacote do Veneno e em Defesa da Vida”; bem como caminhos que já vêm sendo trilhados para uma agricultura produtiva e sustentável com “Políticas de Redução de Agrotóxicos”.

A expectativa é que  a mobilização nacional inspire uma série de atividades regionais e estaduais que debata a realidade dos territórios e incentive o conhecimento e defesa de políticas públicas de promoção à agroecologia e produção orgânica.

O Deputado Federal Nilto Tatto (PT/SP) aponta a importância desse debate ser desenvolvido em conjunto com a sociedade, na medida em que cumpre com o papel de fortalecer um outro modelo de desenvolvimento para o campo.

“Esse modelo de agricultura preponderante, de uso intensivo de agrotóxicos, só gera lucro para as grandes corporações do agronegócio. Os agricultores ficam sem renda e intoxicados, a população em geral fica doente, aumenta os gastos com saúde, contamina os mananciais e provoca degradação do solo e mortandade de animais. A solução é o fortalecimento da agricultura familiar na perspectiva da agroecologia”, enfatiza.

A mobilização é uma iniciativa das Frentes Parlamentares: Ambientalista; dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; em Defesa do Semiárido; de Segurança e Soberania Alimentar; em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas; em Defesa das Comunidades Quilombolas; de Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana; pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica; o Núcleo Agrário do PT; e a liderança da minoria na Câmara dos Deputados.

A iniciativa também tem apoio da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA), da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), do GREENPEACE, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento de Mulheres Camponesa (MMC), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Via Campesina, da WWF, do Instituto Brasil Orgânico e da Comissão de Presidentes e Presidentas dos CONSEAs Estaduais (CPCE).

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