Articulação do Campo lança documento com pautas prioritárias para o setor

Propostas foram lidas e debatidas em evento com presença de Jerônimo Rodrigues, candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores

No dia 17/05, integrantes de diversos movimentos sociais reuniram-se na cidade de Feira de Santana, na Bahia, no lançamento da “Caravana Parceria Mais Forte Juntos para Alimentar a Bahia”, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), do Governo do Estado, e que contou com a presença do candidato ao Governo de Estado da Bahia pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Jerônimo Rodrigues. Pensada para discutir políticas públicas essenciais para um programa de governo que fortaleça e dinamize as relações entre campo e cidade, a caravana ofereceu o espaço para que lideranças dos movimentos de luta pela terra e em defesa da agroecologia, da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais apresentassem uma pauta conjunta prioritária, a fim de contribuir para o debate público participativo e construtivo.

As ideias foram compiladas previamente em documento organizado pela Articulação do Campo, e distribuídas em 16 tópicos, com 44 propostas ao todo. Intitulado “Por Um Desenvolvimento Rural com Justiça Socioambiental”, o material foi lido e debatido entre os presentes, que além da própria Articulação do Campo, contaram com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras familiares do Estado da Bahia (FETAG), o Movimento Fundo de Pasto, o MST, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e representantes de movimentos e comunidades indígenas da Bahia.

“Foi um importante momento de verdadeiro debate de conteúdo, com enfoque programático, e todos os pontos da pauta foram abordados e comentados”, revela Carlos Eduardo Souza Leite, integrante da coordenação da Articulação de Agreoecologia na Bahia (AABA). Para ele, o documento produzido pela Articulação do Campo conseguiu estabelecer uma rica perspectiva para o desenvolvimento rural sustentável, e trata de assuntos imprescindíveis para avançarmos com justiça social e ambiental. “São propostas que vão além da produção e da organização e distribuição da produção, e avançam nas questões do uso e conservação dos recursos naturais”, explica ele.

Essa pauta prioritária traz temas como Convivência com o Semiárido, democratização do acesso à terra e território, produção e comercialização de alimentos agroecológicos, valorização da sociobiodiversidade, educação contextualizada e participação democrática e controle social como alguns dos eixos que a Articulação do Campo entende como fundamentais e que devem ser incorporados ao programa de governo participativo. Nesse contexto, a Articulação cita algumas políticas públicas estaduais devem ser criadas, mantidas e/ou aprimoradas, dentre elas: Política de Segurança Alimentar e Nutricional, Política de Convivência com o Semiárido, Política de Agroecologia, Política de Economia Solidária, Política de Educação Contextualizada e Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens.

Articulação do Campo

A Articulação do Campo reúne movimentos e organizações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), da Articulação de Agreoecologia na Bahia (AABA), do Fórum Baiano da Agricultura Familiar (FBAF), do Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), da Refaisa – Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido, e do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA Brasil). Desde 2017, se configura como espaço de aglutinação e fortalecimento dos povos das águas, do campo e das florestas na perspectiva de construir um desenvolvimento rural com justiça socioambiental, gerando para a população nos diferentes biomas dos Estado da Bahia, modos de vida sustentáveis na perspectiva do bem viver. Ou seja, para além do crescimento econômico, atua para construir um desenvolvimento das satisfações humanas e ecológicas.

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