A segunda edição da Feira Agroecológica do Espaço Raízes do Brasil, realizada no dia 21, foi um dia de comemoração, reafirmação política e fortalecimento dos propósitos do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA). Ela fez parte das celebrações pelos 03 anos do espaço, mantido pelo MPA, e que está localizado no Pelourinho, coração do Centro Antigo de Salvador.
É nesse sentido que as palavras de Saiane Santos, da direção estadual do MPA, ajudam a traduzir o significado do Raízes: “O Raízes do Brasil é essa ferramenta que o MPA vem construindo para garantir que a produção camponesa chegue aos centros urbanos”. Ela relembra que o espaço nasce de um compromisso assumido pelo movimento desde 2015, quando a soberania alimentar e a aliança campo–cidade foram afirmadas como centrais na luta.
A realização da feira integra as ações do projeto Agroecologia contra a Fome, que tem como foco promover a segurança alimentar e a geração de renda em comunidades da Região Metropolitana de Salvador a partir de hortas comunitárias agroecológicas. Sobre a importância desses espaços de comercialização e trocas, Saiane destaca: “Vivemos verdadeiros desertos alimentares, onde a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade é praticamente nula. O Raízes existe para fazer essa disputa de que modelo de agricultura a gente quer construir e fortalecer uma produção agroecológica baseada nos saberes ancestrais, produzida pelos povos originários, quilombolas e camponeses”.
Durante a tarde, a programação foi voltada para a oficina “Terra-água: Pintura com Materiais Orgânicos”, com Ana Pedrosa, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A produção de tintas naturais e criação de gestos poéticos de conexão com a terra e a água finalizaram o dia com chave de ouro, em um momento de coletividade entre público e agricultores locais.
O projeto Agroecologia contra a Fome é realizado pelo SASOP, em parceria com o MPA, por meio do edital Viva Horta, da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SUAF/SDR).









